AHG Plugins para AtoM: uma leitura arquivística e tecnológica — 04 ahgIiifPlugin : quando acessar um documento digital deixa de significar simplesmente abrir um arquivo Por Daniel Flores Líder do Grupo de Pesquisa CNPq PDS & Ged/A – UFAL Nos três primeiros posts desta série discutimos inteligência artificial, governança das inferências e anotações digitais. Agora chegamos a uma camada que, embora possa parecer muito mais conhecida, talvez seja uma das mais importantes para compreender o que está acontecendo com os objetos digitais nos sistemas arquivísticos contemporâneos: IIIF — International Image Interoperability Framework. E aqui é preciso começar desfazendo um equívoco. IIIF não é um visualizador. Um visualizador é uma aplicação. IIIF é uma arquitetura de interoperabilidade. A diferença parece semântica. Não é. O problema começa no próprio conceito de objeto digital Imagine um livro digitalizado. Temos um registro arquivístico. Temos um objeto digital. Mas esse objeto po...
AHG Plugins para AtoM: uma leitura arquivística e tecnológica — 03 ahgAnnotationsPlugin : quando o objeto digital deixa de ser apenas visualizado e passa a ser anotado Por Daniel Flores Líder do Grupo de Pesquisa CNPq PDS & Ged/A – UFAL Depois de discutirmos o ahgAIPlugin e, em seguida, as questões de rastreabilidade, conformidade e governança da inteligência artificial , chegamos a um componente que pode parecer muito mais simples, mas que possui consequências importantes para a pesquisa e para a própria compreensão do objeto digital: a anotação . Anotar não é simplesmente escrever uma observação sobre uma imagem. No universo das coleções digitais, uma anotação pode estabelecer uma relação explícita entre uma determinada região de um documento, uma informação textual, uma pessoa, um lugar, um conceito, uma transcrição, uma classificação ou uma interpretação produzida por um pesquisador. É justamente aí que a discussão começa a ficar interessante para a Arquivologia. A anota...