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AtoM ganha novos plugins para proveniência, preservação digital, backup e colaboração dos usuários


AtoM ganha novos plugins para proveniência, preservação digital, backup e colaboração dos usuários

Novos plugins desenvolvidos pelo Archive and Heritage Group ampliam significativamente as possibilidades do AtoM, com destaque para cadeia de custódia, preservação digital, fixidez, PREMIS e empacotamento BagIt

Uma notícia particularmente importante chegou recentemente à comunidade do AtoM – Access to Memory: o Archive and Heritage Group (AHG) anunciou a disponibilização, sob licença AGPL-3.0, de um conjunto de plugins voltados à ampliação funcional do AtoM.

O anúncio merece atenção não apenas pela quantidade de funcionalidades acrescentadas, mas principalmente pela arquitetura adotada: os componentes foram concebidos como extensões independentes, instaláveis separadamente e sem necessidade de modificar os arquivos centrais do AtoM.

O repositório oficial do projeto pode ser consultado no GitHub, onde estão disponíveis os downloads, versões, documentação e histórico de releases. Repositório e downloads dos plugins AHG para AtoM

Uma arquitetura de plugins diferente

Um dos aspectos mais interessantes do anúncio é a afirmação de que os plugins não alteram o núcleo do AtoM.

Segundo o desenvolvedor, nenhum arquivo localizado nos diretórios apps/, lib/, vendor/ ou config/ é modificado, e o arquivo ProjectConfiguration.class.php permanece como distribuído originalmente pelo projeto AtoM.

Isso é particularmente importante do ponto de vista de manutenibilidade, atualização e sustentabilidade tecnológica.

Em vez de realizar modificações diretamente no código-fonte da aplicação — prática que historicamente pode dificultar atualizações e gerar conflitos entre customizações e novas versões do software — a proposta utiliza uma camada de extensões instalada separadamente.

O modelo permite pensar o AtoM como uma plataforma que pode receber capacidades especializadas sem necessariamente transformar o núcleo da aplicação.

O próprio projeto atualmente descreve essa arquitetura como composta por um AHG Runtime, que funciona como base compartilhada para os plugins, e pelos diferentes módulos instalados individualmente. (GitHub)

Há, portanto, uma distinção importante:

não modificar o código-base do AtoM não significa não modificar o ambiente de dados da aplicação.

A instalação dos plugins envolve, quando necessário, estruturas próprias no banco de dados, além dos arquivos e componentes específicos de cada extensão. O que se evita é a alteração direta da estrutura interna do código-fonte do AtoM.

Essa diferença é tecnicamente importante para quem administra ambientes institucionais.


Os cinco plugins anunciados

O anúncio encaminhado à comunidade apresenta cinco plugins principais.

1. Provenance Tracking — rastreamento de proveniência e cadeia de custódia

Este talvez seja o componente de maior interesse para a comunidade arquivística.

O Provenance Tracking foi desenvolvido para registrar informações relacionadas à cadeia de custódia, aquisições e grau de certeza das informações de proveniência, além de permitir a identificação de lacunas na documentação da custódia.

O anúncio também destaca a possibilidade de registrar sinalizações relacionadas a:

  • patrimônio cultural;

  • objetos e registros provenientes de contextos de apropriação;

  • questões relacionadas ao período nazista;

  • lacunas ou descontinuidades na cadeia de custódia;

  • aquisição e transferência de custódia;

  • grau de certeza associado às informações registradas.

O repositório atualmente descreve o plugin como voltado à cadeia de custódia de registros arquivísticos, objetos museológicos e materiais bibliográficos, incluindo uma visualização de cobertura que permite identificar aquilo que está documentado e aquilo que permanece sem documentação suficiente. (GitHub)

Por que isso é importante?

Porque desloca o AtoM de uma perspectiva predominantemente descritiva para uma perspectiva em que a proveniência passa a ser tratada também como objeto de registro e acompanhamento.

Isso tem implicações diretas para conceitos como:

proveniência → custódia → cadeia de custódia → autenticidade → confiabilidade → evidência.

Em outras palavras, não se trata simplesmente de registrar quem produziu um documento ou qual instituição o possui atualmente. A questão passa a ser:

o que sabemos sobre o percurso custodial desse objeto ou documento e quais evidências sustentam esse conhecimento?

Essa perspectiva é particularmente relevante para arquivos históricos, coleções culturais, patrimônio documental e situações envolvendo transferências sucessivas de custódia.


2. Digital Preservation — preservação digital

O segundo plugin merece atenção especial.

O Digital Preservation incorpora funcionalidades relacionadas a:

  • geração e verificação de checksums;

  • verificação de fixidez (fixity);

  • registro de eventos PREMIS;

  • identificação de formatos;

  • utilização de informações do PRONOM;

  • empacotamento utilizando BagIt;

  • execução de tarefas de preservação por linha de comando;

  • atividades que podem ser programadas, como verificação de fixidez, identificação de formatos, verificação de vírus, planejamento de migração e replicação.

A documentação atual do projeto confirma a presença de checksums, verificação de fixidez, eventos PREMIS, identificação de formatos e empacotamento BagIt. Também informa a existência de tarefas de linha de comando destinadas à automação de operações de preservação. (GitHub)

E aqui está uma das novidades mais significativas.

AtoM e preservação digital

Tradicionalmente, o AtoM é compreendido sobretudo como um sistema de descrição, acesso e difusão arquivística.

Quando funcionalidades de preservação digital passam a ser agregadas ao ambiente, entretanto, começa a surgir uma possibilidade de integração mais estreita entre:

descrição arquivística + objetos digitais + metadados de preservação + eventos de preservação + verificação de fixidez + empacotamento.

Isso não significa, automaticamente, que o AtoM tenha se transformado em um sistema completo de preservação digital ou em uma implementação integral do modelo OAIS.

É importante fazer essa distinção.

O uso de PREMIS, identificação de formatos, fixidez e BagIt aproxima o ambiente de práticas e processos próprios da preservação digital, mas uma arquitetura de preservação digital sistêmica continua exigindo a análise de funções, responsabilidades, fluxos, armazenamento, replicação, segurança, planejamento de preservação e demais componentes envolvidos em uma infraestrutura de preservação.

Da mesma forma, BagIt não deve ser confundido com o próprio modelo OAIS. Trata-se de uma especificação de empacotamento utilizada para estruturar e transportar conjuntos de arquivos e metadados. Sua utilização pode integrar fluxos compatíveis com uma arquitetura de preservação orientada pelo OAIS, mas não constitui, por si só, uma implementação do OAIS.

Essa distinção é fundamental para evitar uma interpretação simplista de que “ter BagIt e PREMIS” significa automaticamente “ser OAIS”.


3. Backup and Restore — backup e restauração

O terceiro plugin acrescenta funções de:

  • backup do banco de dados;

  • backup de arquivos;

  • agendamento;

  • restauração;

  • retenção;

  • gerenciamento dos arquivos de backup.

É uma funcionalidade aparentemente mais operacional, mas extremamente importante em ambientes institucionais.

Em uma instalação real de AtoM, não basta preservar apenas o banco de dados. O ambiente envolve também os arquivos digitais associados aos registros, configurações e demais componentes necessários à recuperação do serviço.

Assim, a possibilidade de tratar conjuntamente banco de dados + arquivos digitais + políticas de retenção + restauração pode facilitar a implantação de estratégias mais estruturadas de continuidade operacional.

O projeto atualmente descreve esse plugin como responsável por backup e restauração de banco de dados e arquivos, incluindo agendamento, upload, restauração e gerenciamento de retenção. (GitHub)


4. Favourites — favoritos e pastas pessoais

O Favourites acrescenta uma funcionalidade voltada principalmente à experiência do usuário.

Permite que cada usuário mantenha:

  • favoritos;

  • pastas;

  • notas;

  • operações em lote;

  • exportação.

O recurso pode ser interessante em ambientes de pesquisa, permitindo que um pesquisador ou usuário do arquivo construa temporariamente sua própria seleção de registros para posterior consulta, organização ou compartilhamento.

A documentação atual informa que o recurso trabalha com favoritos por usuário, pastas, notas, operações em lote e exportação. (GitHub)

É uma funcionalidade simples em aparência, mas bastante coerente com a transformação do usuário de arquivo em um participante ativo do ambiente de acesso.


5. Feedback — participação do usuário na descrição

O quinto plugin é particularmente interessante para instituições que trabalham com descrição colaborativa ou que desejam incorporar mecanismos de revisão pelos usuários.

O Feedback permite receber sugestões e correções relacionadas às descrições arquivísticas, criando uma fila para que a equipe responsável possa analisar essas contribuições.

Isso abre possibilidades interessantes para:

  • correção de erros;

  • complementação de informações;

  • identificação de pessoas, lugares ou eventos;

  • contribuição de pesquisadores;

  • enriquecimento colaborativo da descrição;

  • revisão controlada pelos profissionais da instituição.

É importante destacar que isso não significa necessariamente transformar a descrição arquivística em uma atividade de edição aberta.

O modelo apresentado é mais interessante: o usuário contribui, mas a instituição mantém o processo de triagem e validação.

A documentação do projeto confirma essa lógica de recebimento de contribuições e correções pelos leitores, com uma fila destinada à equipe responsável. (GitHub)


Requisitos técnicos

Os plugins anunciados exigem:

  • AtoM 2.9 ou 2.10;

  • PHP 8.1 ou superior;

  • MySQL 8.

O AtoM 2.8 não é oficialmente suportado pelo conjunto de plugins, principalmente porque a versão 2.8 utiliza PHP 7.4, enquanto o runtime dos plugins é construído sobre uma árvore de dependências compatível com PHP 8.1+. (GitHub)

Há, contudo, uma observação técnica interessante feita pelo próprio desenvolvedor: para instalações que ainda estejam no AtoM 2.8, uma alternativa prática pode ser utilizar PHP 8 no FPM pool correspondente, sem necessariamente atualizar imediatamente o AtoM.

Essa possibilidade, entretanto, deve ser tratada com cautela em ambientes de produção e sempre testada previamente em uma instância de homologação.


Um runtime compartilhado

Outro aspecto importante da arquitetura é o AHG Runtime.

Em vez de cada plugin carregar separadamente toda a infraestrutura necessária, existe um componente compartilhado que é instalado uma vez e serve de base para os demais.

A documentação atual identifica o AHG Runtime 2.15.0 como a fundação compartilhada dos plugins e informa que ele também fornece o comando bin/ahg, utilizado para disponibilizar tarefas dos plugins para execução programada. (GitHub)

Depois disso, os plugins podem ser instalados individualmente.

Essa arquitetura é interessante porque permite pensar em uma espécie de ecossistema modular de extensões para AtoM, no qual a instituição escolhe quais capacidades realmente necessita.

Não é necessário instalar tudo.

Uma instituição pode, por exemplo, utilizar:

AtoM + Provenance Tracking

enquanto outra pode utilizar:

AtoM + Digital Preservation + Backup and Restore

e uma terceira:

AtoM + IIIF + Mirador + Digital Preservation, dependendo de sua arquitetura tecnológica e de seus objetivos.


E a licença?

Outro ponto extremamente relevante é a adoção da licença AGPL-3.0-or-later.

Isso mantém os plugins dentro de uma lógica de software livre/open source, permitindo que a comunidade tenha acesso ao código e às condições previstas pela licença.

Para instituições públicas, universidades, arquivos públicos, bibliotecas e museus, isso é particularmente relevante porque reduz a dependência de soluções proprietárias e favorece a possibilidade de auditoria, adaptação e continuidade tecnológica.

É necessário, naturalmente, distinguir software livre de software sem custo.

A adoção de uma solução AGPL não elimina os custos de infraestrutura, implantação, atualização, administração de servidores, segurança, backup, suporte técnico, desenvolvimento e capacitação.

O que muda fundamentalmente é a relação da instituição com o software e com sua possibilidade de controle tecnológico.


Uma observação importante: os plugins já formam um ecossistema maior

Embora a mensagem distribuída à comunidade tenha destacado cinco plugins, o repositório atual do projeto já apresenta um conjunto mais amplo.

Além dos cinco componentes mencionados, aparecem atualmente:

  • IIIF;

  • Seadragon Viewer;

  • Mirador Viewer;

  • além do AHG Runtime.

O próprio repositório apresenta atualmente nove plugins para AtoM 2.9 e 2.10. (GitHub)

Isso é relevante porque demonstra que o movimento não parece limitado a cinco funcionalidades isoladas.

Há uma estratégia mais ampla de construção de um ecossistema de extensões para AtoM, abrangendo descrição, preservação, proveniência, acesso, visualização de objetos digitais, interação com usuários e infraestrutura operacional.


O que isso pode significar para a arquitetura do AtoM?

Talvez esta seja a questão mais interessante.

Durante muitos anos, uma das dificuldades do AtoM esteve justamente na necessidade de realizar customizações específicas para atender demandas institucionais.

A estratégia apresentada pelo AHG aponta para outro caminho:

preservar o núcleo do AtoM e deslocar funcionalidades especializadas para uma camada modular de plugins.

Do ponto de vista de engenharia de software, isso pode trazer vantagens importantes para manutenção e atualização.

Do ponto de vista arquivístico, entretanto, a questão é ainda mais interessante.

A possibilidade de associar, em um mesmo ambiente, elementos de:

descrição arquivística

proveniência

cadeia de custódia

objetos digitais

fixidez

eventos PREMIS

identificação de formatos

empacotamento

backup e restauração

acesso e difusão

abre espaço para arquiteturas muito mais sofisticadas.

Mas é justamente aqui que precisamos evitar um erro conceitual.

Plugin de preservação não é, sozinho, uma arquitetura de preservação digital sistêmica

A existência do plugin Digital Preservation é uma excelente notícia e pode representar um avanço importante.

Entretanto, uma política institucional de preservação digital continua exigindo uma arquitetura que contemple, entre outros aspectos:

  • política de preservação;

  • responsabilidades institucionais;

  • gestão de riscos;

  • armazenamento;

  • redundância e replicação;

  • segurança;

  • monitoramento de fixidez;

  • planejamento de preservação;

  • identificação e caracterização de formatos;

  • metadados de preservação;

  • registro de eventos;

  • estratégias de migração ou outras ações de preservação;

  • controle de acesso;

  • auditoria;

  • documentação dos processos;

  • infraestrutura tecnológica;

  • procedimentos de recuperação de desastres.

Nesse sentido, os plugins podem ser entendidos como componentes funcionais que podem participar de uma arquitetura de preservação, e não como substitutos de toda essa arquitetura.

Essa distinção é particularmente importante quando se pensa em Preservação Digital Sistêmica (PDS) e em uma Cadeia de Custódia Digital Arquivística (CCDA).


Uma possibilidade particularmente interessante para o Brasil

Para a comunidade brasileira, essa novidade merece acompanhamento muito próximo.

Um AtoM que consiga incorporar mecanismos de rastreamento de proveniência, eventos de preservação, fixidez e identificação de formatos pode dialogar com discussões já consolidadas no país sobre:

  • autenticidade;

  • confiabilidade;

  • cadeia de custódia;

  • cadeia de preservação;

  • gestão de documentos digitais;

  • preservação digital;

  • RDC-Arq;

  • e-ARQ Brasil;

  • PREMIS;

  • OAIS;

  • interoperabilidade;

  • repositórios arquivísticos digitais confiáveis.

Naturalmente, será necessário avaliar cada funcionalidade em relação às normas e requisitos arquivísticos brasileiros antes de afirmar conformidade.

Mas o potencial de integração é significativo.

Particularmente interessante será investigar como o Provenance Tracking poderá ser relacionado conceitualmente à cadeia de custódia digital e como o Digital Preservation poderá participar de uma arquitetura envolvendo AtoM como camada de acesso/descrição e sistemas especializados de preservação.


E um ponto técnico que merece elogio

O desenvolvedor informa que os plugins não foram simplesmente produzidos e disponibilizados sem testes.

Segundo o anúncio, cada componente foi instalado em uma instância limpa do AtoM e utilizado efetivamente, com as páginas exercitadas em navegador e verificações não apenas de códigos HTTP, mas também de erros JavaScript e requisições malsucedidas.

Essa abordagem é particularmente importante.

Em sistemas web complexos, uma página pode retornar HTTP 200 e ainda assim apresentar uma funcionalidade quebrada no navegador.

O histórico recente do próprio repositório demonstra essa preocupação: há releases em que problemas foram identificados justamente por testes funcionais e visuais, e não apenas pela análise dos códigos de resposta do servidor. (GitHub)

Também chama atenção a preocupação recente com a segurança dos instaladores: uma atualização publicada no repositório removeu comandos DROP TABLE dos scripts de instalação e registrou testes para verificar que uma segunda execução do instalador não destruísse dados existentes. (GitHub)

Isso é um detalhe técnico, mas extremamente importante para quem administra sistemas arquivísticos em produção.


Conclusão

A disponibilização desses plugins representa uma iniciativa que merece ser acompanhada pela comunidade AtoM.

Mais do que simplesmente adicionar cinco novas funcionalidades, o movimento aponta para uma possível evolução na forma como o AtoM pode ser utilizado como plataforma modular, preservando seu núcleo e agregando capacidades especializadas conforme as necessidades de cada instituição.

Entre os componentes anunciados, considero particularmente estratégicos:

Provenance Tracking, pela possibilidade de ampliar o tratamento da proveniência e da cadeia de custódia;

e

Digital Preservation, pela incorporação de mecanismos relacionados a fixidez, PREMIS, identificação de formatos e empacotamento para preservação.

Os demais — Backup and Restore, Favourites e Feedback — complementam o ecossistema ao tratar de aspectos operacionais e da experiência e participação dos usuários.

O ponto central, contudo, é não confundir funcionalidade de software com arquitetura arquivística.

Um plugin pode fornecer um mecanismo de checksum; isso não constitui, por si só, uma política de preservação.

Um plugin pode registrar eventos PREMIS; isso não significa automaticamente que toda a infraestrutura institucional esteja organizada segundo o OAIS.

Um plugin pode registrar relações de custódia; isso não significa, por si só, que esteja estabelecida uma Cadeia de Custódia Digital Arquivística completa.

É justamente na integração desses componentes em uma arquitetura institucional coerente que está o maior potencial dessa iniciativa.

E talvez seja esse o aspecto mais promissor da novidade: o AtoM passa a poder ser pensado não apenas como um sistema de descrição e acesso, mas como uma plataforma sobre a qual diferentes componentes de uma arquitetura arquivística digital podem ser articulados.

Para quem trabalha com AtoM, preservação digital, cadeia de custódia e sistemas arquivísticos digitais, vale acompanhar de perto esse desenvolvimento.

Documentação e versões: AHG Plugins for AtoM — documentação oficial

Downloads: Releases oficiais no GitHub

Prof. Daniel Flores - Grupo CNPq UFAL PDS & Ged/A

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