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Curso de Digitalização Arquivística, Cadeia de Custódia Digital Arquivística (CCDA), RDC-Arq, OAIS, Archivematica e AtoM

 

Curso de Digitalização Arquivística, Cadeia de Custódia Digital Arquivística (CCDA), RDC-Arq, OAIS, Archivematica e AtoM

Atividade Prática Final do Curso

Período do curso: 29 de junho a 03 de julho

Peso da atividade: 7,0 pontos da nota final.


1. Objetivo da atividade

Ao término do curso, cada pesquisador deverá elaborar um Submission Information Package (SIP) completo, seguindo os princípios da Preservação Digital Sistêmica (PDS), do modelo OAIS (ISO 14721), das Diretrizes do CONARQ para Digitalização e do Decreto nº 10.278/2020.

O objetivo não é apenas digitalizar documentos, mas produzir um pacote arquivístico completo, contendo o objeto digital preservável, sua representação de acesso, metadados, documentação técnica e administrativa, registros das atividades executadas e evidências da cadeia de custódia digital.

Ao final da atividade, o SIP deverá ser submetido ao ambiente de testes do Archivematica disponibilizado para o curso.


2. Tema da atividade

Cada participante deverá selecionar um conjunto documental de sua escolha.

São aceitos, por exemplo:

  • processos administrativos;

  • prontuários (sem informações sigilosas);

  • correspondências;

  • dossiês;

  • fotografias;

  • mapas;

  • plantas;

  • atas;

  • documentos históricos;

  • coleções documentais.

Os documentos deverão possuir relação arquivística entre si, formando um conjunto coerente.


3. Quantidade mínima

Cada SIP deverá conter, obrigatoriamente:

  • mínimo de 10 (dez) objetos digitais, produzidos por digitalização.

Cada objeto poderá corresponder a:

  • um documento individual;

  • um processo;

  • um dossiê;

  • uma fotografia;

  • um mapa;

  • uma planta;

  • outro documento arquivístico.

Não serão aceitos SIP contendo menos de dez objetos digitais.


4. Digitalização

A digitalização deverá observar integralmente:

  • Decreto nº 10.278/2020;

  • Diretrizes do CONARQ para Digitalização de Documentos Arquivísticos Permanentes;

  • boas práticas discutidas durante o curso.

Durante a digitalização deverão ser observados, entre outros aspectos:

  • higienização documental;

  • organização física;

  • conferência da ordem original;

  • resolução adequada;

  • modo de cor compatível com o original;

  • ausência de cortes;

  • ausência de sombras;

  • ausência de páginas inclinadas;

  • completude do documento;

  • legibilidade;

  • fidelidade ao original.

O participante deverá demonstrar que realizou controle de qualidade sobre os objetos produzidos.


5. Objeto de preservação

Cada documento digitalizado deverá possuir um objeto destinado à preservação.

Este objeto deverá ser colocado na pasta:

objects/

Preferencialmente deverão ser utilizados formatos recomendados para preservação institucional, conforme a política definida para a atividade.


6. Derivada de acesso

Cada objeto deverá possuir uma representação destinada ao acesso.

Esta representação deverá ser armazenada na pasta:

access/

A derivada deverá ser otimizada para consulta, podendo conter:

  • OCR;

  • resolução reduzida;

  • compressão adequada;

  • tamanho compatível para acesso remoto.

O Archivematica utilizará esta derivada durante a geração do DIP.


7. Metadados

Cada SIP deverá conter metadados produzidos pelo participante.

Os metadados deverão ser organizados na pasta:

metadata/

Espera-se, sempre que possível:

  • Dublin Core;

  • PREMIS;

  • metadados técnicos;

  • metadados administrativos;

  • metadados estruturais.

Os metadados deverão identificar claramente os objetos digitais produzidos.


8. Documentação da submissão

Toda a documentação produzida durante o processo deverá ser organizada em:

submissionDocumentation/

Recomenda-se incluir, entre outros:

  • plano de digitalização;

  • relatório de controle de qualidade;

  • checklist de conferência;

  • relatório de OCR;

  • relatório de validação;

  • documentação dos equipamentos utilizados;

  • documentação dos softwares utilizados;

  • procedimentos adotados;

  • critérios de organização documental.

Quanto maior a qualidade da documentação, maior será a evidência da Cadeia de Custódia Digital Arquivística.


9. Logs

Todos os registros produzidos durante o processo deverão ser preservados.

Utilizar a pasta:

logs/

Exemplos:

  • scanner.log

  • ocr.log

  • hash.log

  • validation.log

  • antivirus.log

  • capture.log

Caso algum software utilizado produza arquivos de log, estes deverão ser preservados.


10. Miniaturas

Caso sejam produzidas miniaturas, deverão ser armazenadas em:

thumbnails/

Poderão ser utilizadas miniaturas das capas dos documentos ou da primeira página de cada objeto digital.


11. Integridade

O participante deverá produzir checksums para os objetos digitais.

Recomenda-se utilizar:

  • SHA-256.

O arquivo de manifesto deverá acompanhar o SIP.


12. Estrutura esperada

Espera-se uma estrutura semelhante à seguinte:

SIP_NomeSobrenome/

│
├── objects/
│
├── access/
│
├── metadata/
│
├── submissionDocumentation/
│
├── logs/
│
├── thumbnails/
│
├── manifest-sha256.txt
│
├── bagit.txt (opcional)
│
└── tagmanifest-sha256.txt (opcional)

Esta estrutura poderá ser ampliada sempre que necessário.


13. Descrição dos objetos

Todos os objetos digitais deverão ser identificados e descritos.

No mínimo, cada objeto deverá possuir:

  • identificador;

  • título;

  • produtor;

  • data;

  • tipo documental;

  • idioma;

  • suporte original;

  • formato digital;

  • resolução da digitalização;

  • equipamento utilizado;

  • operador responsável.

A identificação deverá ser consistente entre os arquivos, os metadados e a documentação produzida.


14. Submissão ao Archivematica

Ao término da elaboração do SIP, cada pesquisador deverá realizar sua submissão ao ambiente de testes do Archivematica.

O acesso deverá ocorrer utilizando:

  • VPN disponibilizada para o curso;

  • credenciais individuais fornecidas no primeiro dia de aula;

  • armazenamento compartilhado via Google Filestore utilizando NFS.

O procedimento será:

  1. conectar-se à VPN;

  2. montar o compartilhamento NFS do Google Filestore;

  3. copiar o SIP completo para o diretório de transferência indicado durante o curso;

  4. acessar o Archivematica;

  5. localizar o SIP na área de transferência;

  6. iniciar o processo de ingestão;

  7. acompanhar todas as etapas do workflow;

  8. verificar a geração do AIP;

  9. verificar a geração do DIP;

  10. registrar eventuais erros encontrados durante a ingestão.


15. Critérios de avaliação

A atividade será avaliada considerando:

CritérioAspectos observados
Organização do SIPEstrutura correta, completude e consistência
Qualidade da digitalizaçãoConformidade com o Decreto nº 10.278/2020 e as Diretrizes do CONARQ
Objeto de preservaçãoAdequação do formato e organização
Derivadas de acessoQualidade, usabilidade e correta utilização da pasta access/
MetadadosQualidade, consistência e adequação aos objetos digitais
DocumentaçãoCompletude da documentação da submissão
Logs e evidênciasPreservação das evidências técnicas do processo
IntegridadeGeração e organização dos checksums
Submissão ao ArchivematicaExecução correta do workflow e geração do AIP/DIP
Organização geralClareza, padronização e aderência às boas práticas discutidas durante o curso

16. Resultado esperado

Ao concluir esta atividade, o pesquisador deverá demonstrar competência para:

  • planejar um processo de digitalização arquivística;

  • produzir objetos digitais confiáveis;

  • elaborar um Submission Information Package (SIP) compatível com o modelo OAIS;

  • documentar todas as etapas da cadeia de custódia digital;

  • produzir metadados arquivísticos e de preservação;

  • preparar derivadas de acesso previamente à ingestão;

  • registrar evidências técnicas do processo;

  • submeter corretamente o SIP ao Archivematica;

  • compreender a relação entre SIP, AIP e DIP no contexto de um RDC-Arq.

Mais do que uma atividade avaliativa, este exercício representa a simulação de um fluxo institucional completo de preservação digital, aproximando os pesquisadores das práticas adotadas em repositórios arquivísticos confiáveis. O SIP elaborado deverá refletir não apenas a qualidade da digitalização, mas também a capacidade de documentar, justificar e preservar todas as evidências que sustentam a autenticidade, a integridade e a cadeia de custódia digital dos documentos arquivísticos, conforme os referenciais discutidos ao longo do curso.

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